Quantas emoções cabem em um clique?

Já pensou em quantas emoções um simples clique pode gerar? Hoje, uma foto passou pela  timeline do meu Facebook. Senti uma grande saudade de Dona Nega e Seu Geraldo, o acolhedor casal de vizinhos que tive quando morei em Minas Gerais. Falei sobre eles na primeira postagem deste blogue. 
Lembro-me das tardes ao som de "Coração Brasileiro", álbum de Elba Ramalho lançado em 1983, das conversas com minha querida vizinha sobre sua juventude e o passado de Lambari, da verde paisagem e intenso céu azul vistos através da janela da sala de estar, do Paquito, um simpático pequinês, do copo com leite, farinha de milho flocada e açúcar, das lições de tricô, das roupinhas de boneca feitas na velha máquina de costura, do café com rosquinhas fritas, sequinhas e cobertas com açúcar e canela... Como dizia minha mãe, "tempos bons que não voltam mais!".
Minha mãe... esta tem sido minha maior saudade há pouco mais de dois anos... Sinto tanta falta de seu carinho, do abraço que fazia com que tudo parecesse bem, de sua bênção, todas as noites, na hora de dormir. "Que Nossa Senhora te cubra com o manto dela e não deixe que nada de mal aconteça", dizia ela. Mãe, te amo hoje e para sempre!

Que venham mais cliques. Que tragam saudades, porque saudade é permanência: de um amor por alguém que já não vemos, da lembrança de momentos que valeram a pena ser vividos, de algo que já não temos, da certeza de que se foi feliz um dia.


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