Capelinha de melão é de São João!
Lá se foi o mês de Junho e fiquei com a impressão de que este ano as festas juninas deram lugar às Fan Fests, o que é até compreensível já que estamos respirando Copa do Mundo.
Dia 24 passado, conversávamos minha mãe e eu: "dizem que a noite de São João é a mais fria do ano", disse ela. A partir daí, começamos a recordar momentos de quando eu era criança e das festas juninas das quais participara, dentre elas, a que o tio de minha mãe fazia em sua casa.
Lembro da fogueira acesa no quintal, dos quitutes deliciosos e das canções tradicionais na vitrola:
"Capelinha de melão é de São João, é de cravo, é de rosa, é de manjericão. São João está dormindo, não acorda não, acordai, acordai, acordai, João".Minha mãe me explicou que os "antigos" contavam que São João não via o seu dia passar, pois ele dormia e só acordava no dia seguinte. Mas e a capelinha de melão? Eu achava que se tratava de um costume, que as pessoas, em algum lugar, esculpissem um melão tal qual uma capela e a decorassem com cravos-da-índia, rosas e galhos de manjericão; cheguei a encontrar na web uma foto de acordo com o que imaginava, vejam:
Mas pesquisei e descobri que a capela da qual fala a canção é outra: é uma diadema, uma coroa de flores e/ou folhas (no caso da música, de cravo, de rosa e manjericão). É também um auto encenado no Rio Grande do Norte, na noite de São João, onde a capela é uma pequena coroa feita com as flores do melão-são-caetano.
Outra lembrança que tenho é do enorme balão colorido subindo ao céu... Aliás, era através de balões coloridos que os "antigos" enviavam seus pedidos aos santos homenageados: João, Antônio e Pedro. Falando em Santo Antônio, as simpatias realizadas pelas moças solteiras, que sonham com o príncipe encantado, também fazem parte da tradição. Como nunca as fiz, não poderei testemunhar se dão certo ou não…
Melões, balões e simpatias a parte, sempre gostei de festa junina! Na escola, ensaiávamos muito para não fazermos feio na hora de dançar quadrilha. Nos sorteios para formar os pares, eu sempre caía com o mesmo menino, o Cláudio (às vezes, acho que era armação das professoras! hahahahaha). Hoje, a comemoração acontece lá no trabalho mesmo: cada um leva um pratinho, de doce ou de salgado, e uma garrafa de refrigerante ou suco. Mas até que é divertido analisar os dotes culinários de nossos colegas! Anarriê!!!


Oi Cris! Gostei muito do seu texto sobre festa junina. É interessante ver como essa festa típica gera tantas lembranças boas! Quer dizer, talvez mais para a minha mãe e meu pai que sempre tem alguma história da juventude para contar ou mesmo recordar a tradição que sempre traz coisas boas no coração deles. Eu confesso não ter a mesma relação com festas juninas porque pra mim sempre foi algo relacionado à escola e ao embaraço de ter que dançar quadrilha. Tenho fotos que comprovam a minha falta de jeito e a minha cara não intencional de caipira!
ResponderExcluirAdorei aprender um pouco mais sobre o significado da cantiga e ver o quanto a nossa cultura é bela e rica. Não há Copa do Mundo que possa ofuscar a nossa história e cultura, pelo contrário, tenho a total convicção de que deixamos uma boa impressão no mundo!
P.S.: Também não vamos nos esquecer dos jogadores colírios que passaram por aqui e deixaram boa impressão na gente :P