Aleatoriedades

 Eu nunca assisti ao Big Brother Brasil. Não sei se é bom ou ruim. Não conheço seus participantes, mas ouço falar deles todo dia. Tudo o que acontece com eles vira pauta de sites, programas de TV, de rádio, de redes sociais. E assim será até o fim dos dias de confinamento dos "Brothers e Sisters". 

Imagem: GShow.

Lembro-me que desde sua primeira edição, a casa mais vigiada do Brasil é alvo de duras críticas: um programa vulgar, sem conteúdo algum e com excessivo apelo sexual. Afinal, o que há de tão interessante em ver homens e mulheres atraentes, seminus, se exibindo na piscina, enchendo a cara nas festas ou transando debaixo do edredom? Entretanto, olhos e ouvidos mais atentos dizem ver nas cenas e nos participantes do reality show mais famoso do país um reflexo da sociedade, de sua casa, de seu condomínio, dos amigos, dos colegas da firma, daquele bate-papo repleto de "ismos" na mesa do bar. Trata-se da vida cotidiana transformada em espetáculo, rico objeto para análise e compreensão das complexidades sociais.

Confesso que há meses não assisto à TV. Nem a canais abertos, nem por assinatura. Acabei substituindo-a pelo YouTube. Um contrassenso para alguém que almeja seguir a carreira de atriz, não é mesmo? Em minha defesa, digo que sempre fui mais apaixonada por teatro e cinema. A sala de espetáculos é como um templo para mim. E assim o é, desde que fui assistir a uma peça pela primeira vez, quando ainda estava na escola. Chamava-se "Flor de Maio" e contava a história de uma borboleta que precisava encontrar uma flor de maio para costurar uma de suas pétalas em sua asa quebrada e, assim, poder voar novamente. Lembro-me de cada detalhe: cenário, figurino, músicas e, também, que a atriz que interpretava a borboleta era minha xará. Neste dia, tive a certeza de que queria o palco como local de trabalho para o resto da vida. O fazer do ator me encanta pelo fato de poder viver várias vidas em uma só. Mágico, não? Mas também parte de uma jornada árdua e, por muitas vezes, desafiadora.

O cinema já me encantava mesmo antes de ir a um pela primeira vez, quando eu tinha 15 anos. Foi um presente de aniversário que me deixou muito feliz. O filme era "Forrest Gump - O Contador de Histórias". Tom Hanks dava vida a um homem amável e simpático, com um QI de 75, cujo otimismo era inspiração para todos a sua volta. 

Conto mais num próximo post... Beijinhos grandes!




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