E a estrada de tijolos amarelos me levou ao HSBC Arena


Lá se vão semanas (meses!) desde o post anterior e a promessa de ser uma blogueira disciplinada... rsrs
Muitas coisas aconteceram, foram dias puxados, mas dois acontecimentos se destacaram: o show de Elton John e minha viagem para Foz do Iguaçu, no carnaval, da qual falarei em um próximo post.
Aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo, minha amiga Ana conseguiu me convencer a ir ao show de Elton John. Aposto que grande parte dos leitores deve estar a perguntar o porquê de alguém precisar ser convencido a isso, ao que explico: 19 de fevereiro era uma quarta-feira, o espetáculo começava às 22h e eu tinha que estar às 7h de quinta-feira em Bonsucesso (trabalhando para o progresso do Brasil!). Mas, confesso estar feliz por ter-me deixado convencer...
Chegamos ao HSBC Arena, na Barra da Tijuca, com certa antecedência; tempo suficiente para comprarmos camisas e fazermos um lanche. Como vegetariana, dispensei o cachorro-quente e me atrevi a dar R$16,00 em uma fatia de pizza marguerita (generosa, é verdade!) e um copo do bom e velho refrigerante de cola.
Encontrada a fileira J, nos acomodamos e, enquanto aguardávamos ansiosamente o começo do show de abertura da turnê Follow The Yellow Brick Road, no Brasil, assistíamos no telão a cenas de Elton ao piano, em Las Vegas, parte do anúncio de um filme que seria exibido, se não me falha a memória, na rede Cinemark.
 Com quase 20 minutos de um atraso solidário aos fãs que tentavam chegar ao local, Sir Elton John surgiu com sua potente voz, óculos de lentes pink, paletó brilhante, sapatos vermelhos e muita, muita, muita simpatia. Em português, agradeceu ao público do Rio de Janeiro e disse estar muito feliz.
Em um palco sem itens cenográficos – a iluminação, o piano e a banda eram mais que suficientes -, o cantor britânico apresentou canções novas e clássicas e, entre uma e outra, levantava, agradecia ao público e tomava um gole d’água.
A instrumental Funeral For a Friend abriu a apresentação, seguida de Love Lies Bleeding. Algumas canções, como Daniel e Holiday Inn, tiveram suas inspirações reveladas por John.
 Em Goodbye Yellow Brick Road, o público presente na pista levantou quadrados amarelos, dançando como numa espécie de flashmob. Em outro momento, um jovem foi chamado ao palco e, de camisa amarela e cartaz na mão, posou para foto com o ídolo e seu piano.
Outra fã nos ensinou que se tivermos a pretensão de invadirmos o palco para abraçar nosso “ídolo” temos de fazê-lo sem que estejamos calçando sapatos de salto alto, ou corremos o sério risco de sairmos do palco com salto quebrado e carregadas por dois seguranças...
O astro pop também autografou discos, livros e camisetas erguidos pelos fãs que se posicionaram em frente ao palco.
Sir Elton John cantou Rocket Man, Bennie and The Jets, I Guess That's Why They Call It the Blues, Skyline Pigeon, Don't Let The Sun Go Down On Me e Your Song, entre outras. Senti falta de Sacrifice, minha preferida, mas The One veio para compensar. Your Sister Can't Twist (But She Can Rock n’ Roll) e Saturday Night's Alright for Fighting fizeram o público dançar e John até subiu no piano, para delírio da galera.
Após quase três horas de espetáculo, Crocodile Rock fechou a inesquecível noite. De aplaudir de pé! ;)



PS: Como as fotos que tirei não ficaram nada boas, consegui essas na rede: a de Sir Elton John, no site noticias.bol.uol.com.br e o setlist, no www.rockinchair.com.br ;)

Comentários

  1. Ai, que maravilha! Assistir aos artistas que a gente tanto gosta vale e muito a pena! Eu entendo perfeitamente que às vezes a gente se sente um pouco desanimada e inclinada a deixar a oportunidade passar porque justamente a nossa vida e rotina nos levam a isso. Mas pense só como você poderia se arrepender se não tivesse cedido aos pedidos de sua amiga e ficasse preocupada em acordar cedo no dia seguinte!? A gente só vive uma vez e de vez em quando é bom sonhar acordada, digo isso porque ir a um show desses nos levam para uma outra atmosfera completamente diferente; estar ali a poucos metros de seu ídolo é definitivamente sonhar acordada. Já fui a inúmeros shows, inclusive um na véspera de uma prova de Física e no final deu tudo certo (tanto pro show quanto pra prova) e as lembranças que ficam sempre voltam toda vez que eu escuto a música que o artista/banda tocou naquele dia. Tem um show em especial que eu consigo me lembrar até da pinta do rosto do cantor! Um dia te mando a foto dele, até lá aproveite bastante essas oportunidades que não acontecem todos os dias.

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